Coleção Na Real é lançada na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (ALEGO)

27 de fevereiro de 2026

Quando a gente fala em educação financeira, quase sempre aparece a mesma cena: um monte de “dicas” soltas, algumas contas rápidas e pronto. Só que a vida real não funciona em tópicos isolados. A vida real tem boleto, tem desejo, tem impulso, tem comparação de preço, tem pressão do grupo, tem “mãe, compra pra mim”, tem gente que trabalha e mesmo assim não consegue fechar o mês. Foi exatamente desse incômodo, de ver o tema sendo tratado de forma superficial, que nasceu a coleção Na Real – Finanças que Transformam.

A história começa com uma pergunta simples: por que ninguém ensina isso de forma estruturada?

Em algum momento, percebe-se um padrão: o estudante até aprende a fazer conta, mas nem sempre aprende a tomar decisão. E decisão é o que mais acontece quando o assunto é dinheiro. Escolher, renunciar, priorizar, comparar, planejar. Só que, na escola, muitas vezes falta um material que organize esse aprendizado como percurso, com começo, meio e fim, e com matemática presente de verdade.

Foi daí que veio a ideia: criar um material didático com estrutura, progressão por série e aplicabilidade, pensado para a sala de aula e para a vida fora dela.

O momento em que a ideia ganha palco

Em novembro de 2025, essa história ganhou um cenário simbólico: a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) recebeu o lançamento da coleção. Não foi apenas um evento para apresentar um livro. Foi a formalização de uma defesa clara: educação financeira, quando feita com seriedade, não é acessório, é parte da formação.

Ali, a coleção foi apresentada como uma proposta voltada ao Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano, com o objetivo de tornar a educação financeira um conteúdo consistente, com trilha didática e linguagem que dialoga com o estudante.

A virada de chave: não é só sobre economizar

O que a coleção propõe é uma mudança de mentalidade. Educação financeira não é simplesmente “pare de gastar”. É compreender como o dinheiro circula, como as escolhas são feitas, como o consumo se conecta com o mundo, como os impostos aparecem no preço, como investimentos se relacionam com tempo e risco, e como empreender exige gestão e organização.

Para organizar isso de forma coerente, a coleção foi estruturada em cinco eixos que funcionam como mapa:

Gestão Financeira
Impostos
Investimentos
Sustentabilidade
Empreendedorismo

O estudante passa a enxergar que dinheiro não é apenas entrada e saída. É comportamento, é contexto, é sociedade, e também é matemática.

Matemática no lugar certo: ferramenta de leitura do mundo

Um ponto importante destacado no lançamento foi a decisão de integrar matemática básica aos exercícios. Muitos estudantes chegam aos anos finais com lacunas importantes. Em vez de ignorar isso, a proposta utiliza a educação financeira como ponte para retomar leitura de dados, porcentagens, comparação, estimativas e resolução de problemas.

Porque, na real, é isso que a vida exige: interpretar informação e decidir com base nela.

Mais do que conteúdo, formação

O lançamento também foi apresentado como uma iniciativa que conecta educação, empreendedorismo e cidadania. A proposta é formar jovens mais preparados para escolhas conscientes e responsáveis.

E a história volta ao ponto inicial. Não se trata de encher o aluno de termos técnicos. Trata-se de dar ferramentas para que ele não seja levado apenas pelo impulso, pela propaganda ou pela pressão social.

O começo de um caminho

Segundo as informações divulgadas, a coleção passa a ser adotada a partir de 2026.

O lançamento na Alego não marcou um fim. Marcou um começo.